QUEM SOMOS?
A Multiversidade dos Povos da Terra de Mãe Preta é uma teia de comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas e de terreiro, do Pampa à Amazônia, protagonizada por mulheres. Criada em 2017, na Comunidade Quilombola Morada da Paz (RS), afirma uma rede de saberes em defesa da vida, dos territórios ancestrais e de novos modos de sentirpensar o mundo.
Além de articular saberes e resistências, também oferecemos lares temporários para pessoas em situações de vulnerabilidade. Somos território, memória e cuidado, tecendo redes que unem luta, vida e esperança.
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SOBRE NÓS
“A consciência é o pilar dos tempos” (Mãe Preta)
A Multiversidade dos Povos da Terra de Mãe Preta é uma teia de comunidades kilombolas, indígenas, ribeirinhas e de terreiro, do Pampa à Amazônia, protagonizada por mulheres. Criada em 2017, na Comunidade Kilombola Morada da Paz (RS), afirma uma rede de saberes em defesa da vida, dos territórios ancestrais e de novos modos de sentirpensar o mundo.
Além de articular saberes e resistências, também oferecemos lares temporários para pessoas em situações de vulnerabilidade. Somos território, memória e cuidado, tecendo redes que unem luta, vida e esperança.
Quem faz parte da Multiversidade?
"É preciso reunir o povo e sonhar juntos nessa lua. Para que acessem os campos do sol, da chuva, do vento da Multiversidade." (Iapucã)
Somos originários de comunidades de diferentes estados que se encontraram em rituais-celebrações que acontecem na Comunidade Kilombola Morada da Paz. Somos Comunidade Kilombola Morada da Paz (RS), somos Quilombo do Dandá (BA), somos Quilombo Abacatal (PA), somos quilombo Manzo (MG), somos aldeia indígena Kariri-Xocó e Fulni-ô (AL), somos povo Macuxi (RR), somos comunidade Nova Canaã (PA). Somos uma grande ciranda!
Somos as/os protagonistas das nossas histórias coletivas, desde os nossos corpos e territórios. Somos anciãs e anciãos, adultos, jovens, crianças. Ao nosso lado também caminham alianças e parcerias. Pessoas que compartilham afetos e projetos de transformação do mundo: ativistas da cultura, dos direitos humanos, ambientalistas, membros de organizações sociais e membros de universidades.
Não somos iguais, somos múltiplos. De idades, territórios, raças, gêneros, sexualidades, povos, religiões. Somos sonhadoras e sonhadores: sonhamos um outro mundo possível. Como dizem as/os irmãs/ãos indígenas zapatistas do México, sonhamos “um mundo onde caibam muitos mundos”. Somos teia: a teia de Ananse, que tece sua teia de prata e traz para seu povo muitas histórias e sabedorias.
Como funciona a Multiversidade?
Nosso pensamento não é linear, é circular. Não formamos, nem distribuímos títulos. Ao contrário, queremos desformar, tirar nosso pensamento das caixinhas e formatações colonialistas, fazemos isso através de ipádès, rodas de conversa, onde a fala, o canto, a dança e a escuta são ancestrais e fundamentais.
Somos sabedoras/es sentipensantes. Aprendemos, com os nossas/os ancestrais, a aprender e a ensinar. Fazemos isso contando histórias e criando vínculos com os seres com quem compartilhamos o mundo. Contamos nossas histórias para continuar vivendo. Sentipensamos com a mente emocionada e com o coração inteligente.
Somos teia de Anansi. Não existe uma sede, um centro, um lugar. A Multiversidade acontece nas comunidades, nas periferias urbanas, nas brechas clandestinas das universidades e organizações, nas ocupações, nas retomadas, nas manifestações de ruas. Nosso papel é possibilitar bons encontros mobilizados pelas lutas em defesa da vida.
Temos um propósito comum. Somos seres integrados. Cultivamos, cada um à sua maneira, o bem viver e sentimos a urgência do chamado da Terra em defesa da vida. Por isso, algumas linhas centrais orientam nossas conversas e ações:
- Educação e nossos modos de ensinar e aprender;
- Terra e direitos territoriais;
- Cura e Ecoespiritualidade;
- Agroecologia e Saúde;
- Ekogestão e autonomia comunitária;
- Identidades de gênero e sexualidades;
- Racismos Ambientais, Institucionais, Religiosos e Sistêmicos.
DOSSIÊ KILOMBO
Proteger, Defender e Vigiar
O Dossiê Kilombo – Proteger, Defender e Vigiar, publicado em 2022, contém a cartografia comunitária do Território Kilombola Morada da Paz, realizada ao longo do Programa Encruzilhadas da Multiversidade, Protocolo de Consulta e Estatuto Comunitário Igbesi Alaafia.
CASAS DE ACOLHIMENTO
Além de fortalecer territórios e saberes ancestrais, a Multiversidade também se dedica a cuidar das vidas que necessitam de proteção imediata. Oferecemos lares temporários para pessoas em situação de vulnerabilidade — vítimas de violência, pessoas LGBTQIAP+ expulsas de suas casas, famílias em risco ou qualquer ser humano que precise de um espaço seguro para recomeçar.
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PARCEIROS